Transcrição completa do vídeo
Boa noite, entramos ao vivo, hoje é terça-feira e já muito vai começar uma live bem legal, uma pessoa muito especial aí que vai falar sobre parte de o
Transcrição na íntegra
Boa noite, entramos ao vivo, hoje é terça-feira e já muito vai começar uma live bem legal,
uma pessoa muito especial aí que vai falar sobre parte de oclusão aqui, já é vió.
A solução, guardando o Ilton, é isso, vamos falar sobre a parte de oclusão, sobre a parte de
enseramento diagnóstico, fala grande o Ilton. E aí pessoal, tudo bem? Vocês estão me ouvindo bem? Boa
noite, eu estou nos ouvindo muito bem, tudo certo? Ok, legal, bacana, vamos lá, cara. É isso aí,
vamos comentar o meu volume aqui também, agora sim, é isso aí. E aí, meu irmão? Tudo certo? Eu
enquadrei aqui a câmera para cortar um pouco a minha careca, né, que água. Não tem um compétito que você tem,
mas enfim, vamos lá, vamos começar a vida que segue, né cara? Vida que segue, vida que segue, vamos seguir
e vamos seguindo, habilidades, habilidades e vamos lá, turma, é a primeira coisa então,
vamos fazer nosso ritual de antes de dar boazinha, antes de qualquer coisa, aproveitar que o pessoal
está chegando, a gente convidou, toda vez a gente convida o nosso grupo, é que cada vez mais está
gerando assim essa possibilidade de a gente fazer esse encontro meio que semanal, né, a gente está tendo
as terças e as quintas-feiras sempre com grande formador de opinião, hoje a gente recebe aqui o
Milton requer esse cara dez, esse excecional que vocês vão, a gente vai passar um tempi aqui com ele,
obrigado, Milton, por estar aqui com a gente hoje, porra, eu agradeço demais aí a tua presença aqui,
estou muito feliz, quinta, sexta sábado nós estamos junto de novo, né, estamos juntos lá no curso de novo,
mas vamos falar de live, falar de coisa boa aqui, mas antes pessoal, antes, aproveitar que
vocês estão chegando agora, já façam aquele nosso velho aquecimento que a gente faz toda a live,
aqui ó, então, convido o pessoal aí também, o aviãozinho turma, tá vendo o aviãozinho aqui embaixo,
pego o aviãozinho, clica no aviãozinho e para quem vocês acharem que tem fundamento convidar para
a live, quem vocês acham interessante convidar para essa live, pode fazendo o convite que a gente vai
ficar muito feliz, muito agradecido aí de poder contar com a Júnior de Osprego, que eu acho que
o Júnior está latindo aqui, convidem aí o máximo de pessoas que vocês puderem para ajudar a gente a
levar essa formação, transmitir essa informação da maior forma possível aí para o maior número
de pessoas possível, tá bom turma, então, vamos fazer esse aquecimento, vamos dar aí mais uns dois,
uns umos fatinhos para o pessoal e convidando a turma e chamando e trazendo o pessoal, né, então
é isso aí cara, o Rafa é bom em primeiro lugar, quero agradecer pelo convite, me sinto assim,
bastante, bastante liso, liso, liso e honrado pelo seu convite, então, vamos lá, né, você me pediu
para que a gente falar a ser respeito do meu assunto, o meu assunto, como todo mundo sabe,
você bem sabe, já vi isso, que tanto você quanto seu cadista, o Rafa Pietroçante, decidiram me
dar a honra e o prazer da presença de vocês em meu modesto, em meu mil de curso lá no meu modesto
de treinamento, né, o que me deixa assim muito feliz e muito satisfeito, o que prova mais uma vez
que cara, para conhecimento nunca, nunca tem, nunca falta espaço, acho que isso é uma boa,
é uma boa assertiva e que mesmo você que é um cara de muito sucesso, tá correndo atrás,
o Rafa aí não ficou atrás não cara, você vê, recentemente eu terminei a graduação e até
hoje estamos correndo atrás, já estou ajustando o curso por ano que vem com um húngaro que vem aí
no nosso de novo, o Janus Marcor e vamos correr atrás, é sempre assim cara, essa é a vida,
é vida que segue, vida que para e conhecimento que vai, conhecimento que vem e toque em diante,
né cara, então eu queria agradecer mais uma vez a sua pelo convite e pois é, quinta-feira,
aliás, essa semana vai ser uma semana em que a gente vai conviver bastante, final de contas,
quinta, sexto e sábado, vocês dois de novo lembra a ganha, né, truma um, final de semana
para terminar essa semana aí, lá mais uma paulada em morfologia, anatomia funcional e
e ocluzão, ocluzão que é a minha praia, né cara? Exato, esse modo é o modo cerâmico,
hein, tô fodido ali. Então cara, olha só, não tá nada, você vai ver que tudo é uma grande,
é uma grande brincadeira e na verdade sim, a gente não deve, assim, a gente deve levar a sério,
mas também vai ficar estressada até o ponto de, por será que eu vou, será que eu não vou,
e ficar com uma preocupação prévia, se vai obter sucesso ou não. Olha, o Rafa, eu falo o
seguinte cara, para todos os meus alunos, você viu lá no primeiro módulo, né, olha, é o seguinte,
tudo absorve aquilo para o qual está preparado para absorver. Mas no mínimo você entra nos
eixos, no mínimo você entra nos trilhos, o que já é bastante coisa, é claro que para aqueles
técnicos tem muita experiência, eu tenho expectativas, expectativas boas e eu me suorço muito para isso.
Agora, para aqueles que já não têm, não têm experiência de bancada com a cerâmica,
pois é, vamos lá, vocês vão ter, você vai ter a oportunidade de manipular, manipular a cerâmica
deitado e descobrir como é que é desgastar a dureza, como é que faz a texturização,
como é que faz a construção do dente, como é que faz a morfologia do dente, lá no sulcador,
no espátula e no pincel e depois a gente bota para queimar e vê que me espega. Ainda assim,
depois de queimar, depois de coccionar, a gente também vai fazer texturização na broca,
que é, eu acho assim, uma etapa fundamental para o meu grande objecimento, que é memorização
e prazo. E olha rápido, você pode conversar aí de lá, seramista, parece que você vai conversar
na mesma linguagem com os seus técnicos no laboratório, tenho certeza que vai, cara. Você vai
finalmente entrar em sintonia fina com os seus finalizadores e seramistas aí no laboratório,
essa é a minha ideia, então, ok? E vamos lá, cara. Com certeza, eu acredito muito nisso,
porque, primeiramente, cara, deixa eu contar um pouquinho da porquê que a gente tá aqui hoje,
porque o Tom Hickery é aqui comigo para a galera entender. Primeiro que nós nos conhecemos lá em,
foi Berlim, né, cara? Berlim, isso já tem dois anos. Faz uns dois anos, pessoalmente foi Berlim,
você tava indo fazer o lançamento, aquele dia do seu livro, né, lá com o Leão,
eu tô vendo a Polião da Contecência, lá por Leão, e eu tô vendo apresentar um esboço do meu
lá com eles, que eu acabei nem tirando o Pep, depois que eu montei o estúdio fotográfico lá no GIP,
eu falei, eu vou fazer material didático novo do zero, que aliás seu livro tá sensacional,
depois vamos sortear pra quem ficar no final da live até o final, ó lá, já tamo em 1700,
pessoal, continuem convidando aí quem vocês puderem, agora que tem mais gente, pessoal,
aviãozinho aqui embaixo, convidem todo mundo que vocês puderem para participar aqui com a gente,
tá bom? Mas é isso. E aí nessa viagem lá para Berlim, acabei conhecendo o Newton, eu já conheci
o trabalho dele, né, só que pessoalmente eu não tinha, não tinha tido contato com ele, né, e sempre
soube da experiência dele na parte de sinceramente diagnóstico, na parte de ocusão do domínio que
ele tinha, porque o Newton, além de ser dentista, ou perdão, além de ser técnico, o cara é dentista
também, então cara, ele é tipo, ele é bilateral, ele é um profissional híbrido aí, ele trabalha
na, ele navega nos dois mundos, é isso que é legal. Eu só fazendo uma pausa aí, uma vírgula aí,
o Rafa, pois é cara, eu tive a chance de, eu me considero uma pessoa de muita sorte na vida,
eu tive a chance de, eu queria ir de paraquedas em laboratório, mas isso lá nos ídios de 81,
você sequer era nascido, e eu já estava lá na lida, né cara, então, pois é, você era criança,
eu já estava lá correndo atrás, né cara, ou nem a ceboera, porque você nasceu em que ano? 87?
Pô, vamos ver cara, eu fui em laboratório em 81, mas eu tinha 13 anos de idade, o que acontece? Legal, legal.
Isso determinou toda minha carreira, porque aos 18 anos já queria fazer o doutorlogy, meu sonho era
um doutorlogista, e aí, descorreu toda uma carreira, mas toda ela foi lamentada em laboratório,
daí para a diante, eu me aproximei em curso de graduação e pós-graduação, é tanto de prótes,
e reabilitação quanto de implante, dos quais eu acabei sendo o professor, o professor universitário na
graduação e na pós-graduação, por longos quase 15 anos, e depois eu, eu, eu, eu saí dessa, dessa,
desse ambiente, mas nesse período foi onde eu fiz minha especialização em prótes,
meu mestrado de dentística, mas recentemente agora, depois de 15 anos de ter saído do ambiente
acadêmico, eu, eu, eu fui assim meio que carregado de novo para a pós-graduação,
pelo um aluno meu que é um, um amigo nosso em comum, que é o Guilherme Savera.
Gente, isso, grande guia, abraça aí para ele.
É, sim, sem dúvida, ele é um, ele é uma pessoa em um imperme sentido, por quê?
Porque ele, quando ele foi, ele fez a inscrição no meu curso, eu não sabia de quem se tratava,
de Guilherme, ele é uma pessoa assim bastante ativa, justamente lá na pós-graduação da, da, da,
da Unéssimo de São José dos Campos, e ele assim, me buzina no ouvido quase um ano,
o curso que ele fez comigo tinha duração de quase um ano, né cara?
Aí eu falei, puxa vida, véio, aí de novo, uma, uma, um caso apareceu na minha vida e eu falei,
um ano lá, e aí resolvi prestei o concurso lá na, na Unéssimo e foi onde eu conclui,
depois de três anos, meu doutorá, minha doutoratriz restauradora, mas devo muito também,
não só o Guilherme, mas também a todo conjunto de professores que me ajudaram,
mas em especial, ao Guilherme, os meus colegas, mas também ao professor Marcontão de Boutinho,
que foi assim, uma figura bastante importante na minha vida, na minha vida lá na pós-graduação.
Então devo muito isso aí, vejam só, portanto, eu tenho uma carreira, não só laboratorial,
de lá pra cá eu desenvolvi também essa carreira, mas também a carreira no, no, no,
no ambiente corporativo, empresarial, mas também no ambiente acadêmico,
e onde eu desenvolvi toda essa carreira que falei agora pra vocês,
mas também como um empresário, veja só, eu tenho, eu comecei pequenininho lá nos ídios de 88,
quando não teve o primeiro laboratório aqui em Bragança, Paulista,
e de lá pra cá, meu auge foi a três, quatro anos atrás, quando eu cheguei a ter quase 40 funcionários,
de lá pra cá, de quatro anos pra cá, 2016 pra cá, e eu e Débora, minha esposa,
a gente teve uma, a gente chegou à conclusão, por lá, vamos dar uma guinada na nossa vida de novo, por quê?
Porque a gente, quando a gente se relaciona bem com aquilo com qual, aquilo qual nós conquistamos,
me refiro a bens materiais, a gente fica em paz, em paz com sucesso material e com dinheiro, por assim dizer, né?
Falei, agora tá na hora de mudar, porque, Orrafa, você tem, portanto, 30 e poucos anos,
eu tenho 52 anos, eu falei, tá, tá na hora de dar um tempo, né cara?
Tirar o pé, né? Tirar o pé.
É, tirar o pé, e naquele momento nós tomamos a decisão, e vamos começar a reduzir.
Hoje, a gente começou o ano com 15 funcionários, aí entrou a pandemia e deu uma solapada na gente,
nos nossos planos, a gente foi obrigado a mudar mais uma vez, e aquilo que a gente estava planjando
pra fazer um ano e meia, a gente fez em semanas.
Então, hoje eu tô com meia dúzia de funcionários, mas olha, Orrafa...
Mas o seu laboratório é uma coisa, né?
Eu acredito que não é nenhum laboratório visto como um laboratório de produção, mas de excelência, né, Orton?
O laboratório, eu te vejo como um dos maiores ceramistas que a gente tem no Brasil hoje, também,
e entendo que é a parte de qualidade, né?
A parte de trabalhos de altíssima qualidade, não é?
Não, é necessário.
Não é? Na verdade?
Não, eu vejo muito isso, né?
Tive a oportunidade de conhecer, de ver os trabalhos, de ver a dinâmica ali, eu gostei bastante.
Acho que é nessa linha aí que fui, né?
Então, eu tive, a gente...
O maior Orrafa, eu vou falar, cara, a gente pode fazer uma outra live falando em respeito de mercado do doutor lógico.
Vários razões, vários motivos, vários aspectos foram considerados nessa decisão de redução do laboratório.
Eu vou te falar uma coisa, cara, o principal deles é a falta de mão de obra.
A gente tá vivendo o verdadeiro apagão no nível médio, no setor médio,
e me refiro ao setor laboratório de próteses.
Vocês sabem tão bem quanto eu, cara, que boa parte do meu sucesso e do seu sucesso,
do nosso sucesso, de boa parte dos nossos colegas,
se deve a essa... essa desproporção que há entre o número de dentistas no país e número de técnicos em próteses.
Nós não achamos mais técnicos em próteses qualificados disponíveis no mercado,
logo, a decisão de redução do laboratório não se deve à falta de trabalho, ao contrário.
Trabalho a gente tem e tem demais. O que nós não temos mais é mão de obra qualificada disponível para executar esse trabalho.
Então, não adianta a gente ficar entupindo o laboratório, entrando o laboratório em empresa de trabalho, se não tem gente para produzir.
Mas aí, Orrafa, entra esse mundo novo, digital, em contraponto ao analógico.
O Wilton cresceu, o Wilton, que era o laboratório dental, cresceu como um laboratório analógico.
Tá, um dia você tá falando, o Wilton era um ceramista, um dia eu fui um ceramista fora da curva.
Foi o que me trouxe aonde eu estou. Sim, sem dúvida, mas aí depois eu fui, me distanciei da bancada para abrir outros horizontes,
o horizonte do magistério. Você sabe muito bem, hoje você é meu aluno, eu sou professor.
Eu tenho estado do magistério e tenho tido, e tenho alcançado meus objetivos, não vou falar sucesso, não,
o que o sucesso é que os outros pensam da gente, mas eu tenho alcançado os meus objetivos que é impactar a positivamente,
na minha opinião, a vida dos outros. Isso me seduziu mais do que a própria bancada.
Quer dizer que a bancada para mim, fazendo assim uma retrospectiva do passado, a bancada para mim foi um degrau,
uma catapulta que me trouxe, que me foi um trampolim que me trouxe aonde eu estou.
Mas no meio do caminho, eu me apaixonei na verdade, foi seduzido, para não falar abduzido, mas foi seduzido
por esse negócio de capturar o pensamento e a cabeça dos alunos, que é muito legal.
Rafael, você sabe muito bem tanto quanto eu, cara. Esse negócio é mágico, cara, e quando você sente isso,
é bom demais, cara, é bom, mas legal. Eu soubo transformar isso na minha cachaça.
Eu também, cara, esse ano e semana eu fiquei até 4 da manhã, no sábado, depois do domingo até 10 da noite,
do mil e uma hora de sábado para domingo produzindo conteúdo do Curso Onal,
e que aliás, faremos um caso juntos, né, o tamo?
O que está marcado?
Dois semanas agora, duas semanas agora, em outubro, tudo marcado para a gente produzir.
E olha, Rafael, você sabe muito bem, tanto quanto eu, o seguinte,
quando a gente é movido, quando a gente é jovem, a gente está correndo atrás de dinheiro, cara.
Mas chega um ponto em que dinheiro não explica tudo, tem que ter paixão.
Rafael, você sabe...
Quem segue atrás de dinheiro, uma hora, se o dinheiro for a meta,
uma hora é que, cara, você fala, e aí, cara, já juntei tanto dinheiro que...
Qual que é o próximo passo? Tem que ter um propósito maior,
porque acho que o homem que não tem propósito ou a mulher,
tem um propósito, por exemplo, os filhos, tem que ser um propósito,
dar o melhor que você puder e ter propósitos com a família,
eu acho que tudo que motiva, além disso, se o seu propósito for o dinheiro,
quer dizer, pode até ser, mas, cara, eu acho que é um propósito um pouco limitado, né,
um propósito que, na hora, é a gente começar a ler livro de desenvolvimento pessoal e autoajuda
para tentar buscar um norte melhor, porque não é um...
É um propósito meio iluminante, meio intrigoso.
Eu também penso assim, eu acho que a gente tem que, lógico,
se considerar bem remunerado pelo que faz, mas a partir do momento que você alcança esse patamar,
eu penso que, cara, o dinheiro não explica tudo.
Então tem que ter paixão, se você não for...
Se você não tiver um sentimento pelo que faz, o dinheiro não te compra por muito tempo mais, entendeu?
E só que eu fui capturado por isso, cara.
Eu já falei isso para alguns colegas assim.
Gostei o dia que eu assisti a live do Murilo Calgaro,
no insta da SBOA Digital, lá do nosso colega e amigo Paulo Cano,
naquele ditavo, o Carlos Franço, o Guilherme Paulo Cano,
e o Calgaro falou o seguinte, cara, olha, eu cheguei um momento que eu não estava me sentindo confortável
em ensinar aquilo que eu já não tinha prática mais,
com o qual eu já não tinha prática mais, então eu não me sentia confortável com aquilo.
Olha, o contrário aconteceu comigo.
Eu vivi tão intensamente essa vida de professor que isso acabou me interessando mais do que a própria bancada.
Então eu supriria a sua etapa e olha, o dobro...
Isso não me incomoda nem um pouco, cara.
Eu gosto de laboratório como gostava, como gostamente de constório.
Eu trabalhei em constório durante 20 e quase 25 anos.
Larguei para a Débora e para o Rodrigo, minha esposa e meu filho,
mas para me dedicar ao laboratório.
E me distanciam um pouco do laboratório para me dedicar ao magistério, a curso.
Mas olha, eu gostei demais.
Tanto é que eu tenho tido essa procura e essa demanda já por quase 15 anos.
O meu curso já está sendo formatado e fermentado já por quase 15 anos.
Então hoje eu estou muito focado naquilo que me interessa,
que é ensinar oclusão por meio de técnicas de enseramento e extraticação de cerâmica.
Mas assim que muda o olhar tanto do técnico quanto do artista, especialista ou não,
sobre o dente, sobre a reabilitação, sobre tudo aquilo que foi muito difícil para a gente aprender na graduação e na pós-graduação.
Eu consegui mudar essa chavinha, eu consigo desenvolver uma metodologia
para mudar essa chavinha e tornar esse assunto um assunto mais palatável, mais fácil de a gente memorizar e guardar.
Porque, Rafa, eu vou falar que eu não sei se você teve essa dificuldade na graduação,
mas eu tive muita, que é estabelecer a relação que existe entre cavidade conjuá,
o articulador e a superfície oclu... e morfologia.
Ah, com certeza, não.
Com certeza.
Superfície ocluzá os dentes posteriores e lingual de dentes anteriores e superiores.
Cara, até demora muito a gente entender.
Não é tão claro, né?
Não é tão claro.
Rafa, outra coisa, quando a gente aprende isso na graduação, e por muitas vezes na graduação,
eu acho que a gente nem está amadurecido o suficiente para entender que aquilo vai ter importância para o resto da nossa vida enquanto dentista.
Sabe?
Aquilo, na verdade, é a coluna do Orçal, no qual se desenvolve todo o trabalho do dentista clínico geral,
especiais em próteses dentísticas, indo em perio e daí por diante.
Ou seja, sem isso, nada é feito.
Ou seja, não é que nada é feito.
Mas sem isso, muito difícil pedras virão no meio do caminho.
Aí eu vejo o seguinte, que é, pô, desenvolvi lá com a ajuda de tantos colegas, de tantos amigos,
e fala que eu cheguei onde eu cheguei sozinho, mentira, ninguém chega longe sozinho.
E, sim, modestas a parte, eu me considero que cheguei longe, não me esquecendo de todas as pessoas que me deram a mão para me empurrar,
para estar onde eu estou.
Ninguém chega longe sozinho.
Não me esqueço nunca de todas aquelas que foram responsáveis direto e indirectamente, por eu estar onde eu estou.
Mas no meio do caminho, eu desenvolvi essa metodologia técnicas de que conseguem acessar, na verdade,
essa memória do paciente, no caso do meu aluno, e faço, através de mecanismos muito simples de memorização,
eu consigo fazer com que ele aprenda e enxergue essa conclusão de uma maneira como ele nunca viu antes.
Aí a coisa fica interessante.
Isso, a prova viva disso, hein, Carlos.
Obrigado.
Obrigado, cara. No meio do caminho, é muito legal, você perceber a mudança do profissional, o antes e o depois,
que ele entende essa relação simples.
Afinal de contas, o que tem a superfície oclusal, a morfologia dental de uma forma geral, né, cara,
com a cabidade articular e o cúndulo.
Quando você mostra que isso não é uma coisa tão complicada, beleza.
Eu nem entro em aspectos clínicos, é puramente laboratorial.
Só que eu mostro, assim, aqueles conceitos clássicos e oclusais de todos os autores,
ou de boa parte dos autores, a Péu, mas a escola que sigo, né,
quando você mostra esses conceitos e oclusais e qual é a aplicação disso,
ou desses conceitos no dente, na nossa vida no cotidiano, fica muito mais fácil, inclusive, entender a oclusão clínica.
E quando eu falo de oclusão clínica, eu me refiro especificamente aos problemas e os oclusais que nos chegam na clínica.
Em específico, as disfunções, as parafunções, ou seja, para aprender a solução,
descobrir a solução das parafunções, dos disturbos, a gente tem que aprender, antes de mais nada, os conceitos.
É de lá que tudo vem, de lá que tudo nasce.
E quando eu consegui transformar isso, aí é legal. Então, eu me sinto feliz aí. Boa.
Aí que tá. Eu gostei muito disso que você falou, que lá vem o primeiro questionamento aqui em cima disso.
Você veio falando de parafunção, de problemas de oclusão.
Acho que isso existe, na verdade, assim, aquele curso que o dentista faz,
onde se existe a escultura perfeita, anatomia perfeita, eu acho que é muito legal, é bacana,
só que isso não é realidade do dia a dia. Não é realidade de dia a dia.
Eu acho que essa abordagem sua é muito interessante. É muito interessante aonde a gente tem que falar exatamente desse assunto.
E como é que, aonde é que você virou essa chavinha para poder, na verdade, buscar e entender essa necessidade para o técnico,
para ele poder buscar isso. E até mesmo para o dentista, porque você tem, por exemplo, eu,
eu sou dentista, estou no seu curso. Tem muitos dentistas também que te procuram? Claro que tem.
Eu sei que tem. Por exemplo, o Bilhari te procurou há muitos anos atrás.
Então assim, olha só. Na sua turma mesmo, quem que tá lá?
Então, na sua turma mesmo, quem que tá lá? Você, tem o professor Bresciani, que é uma figuraça lá da pós-graduação da Unespo,
tem o Pablo, tem o Pedro, tem a Wagner, tem outros colegas lá que também são dentistas agora.
Então, fica a pergunta, né? Por que é que tanto dentista agora está se interessando para um curso que, basicamente, na sua gênesis,
é voltado para o laboratório? Rafa, mas não interessa de onde que vem. A resposta é não interessa de onde que vem o conhecimento.
É um conhecimento tão... Não interessa de ver o conhecimento.
Mas, então, tá lá?
Tá lá. É tão válido e tão importante que isso acaba chamando a atenção do clínico.
E quando ele percebe que, ou quando o segmento clínico percebe que é lá que tá aquilo que ele quer aprender,
aquilo que ele precisa aprender para ter sucesso,
ou errar menos, ou conversar mais com o técnico,
ou se enterar mais dos suafos para errar menos e acertar mais, é lá que ele vai procurar.
Mas deixa eu só assim, responder objetivamente à sua pergunta, já fazendo um jabá.
Não é essa intenção. Mas eu me preparei aqui. Olha só.
Olha só. Eu tenho aqui... Bom, todo mundo sabe, eu tenho um livro.
Meu livro é a descrição passo a passo da minha técnica,
uma técnica que foi descrita por mim em literatura.
O Caí da Chave, meu, se deu depois de um curso com o professor Paulo Cano,
que tem lá o famoso livro dele, que é famoso no mundo inteiro,
Desafiana na Turismo. Você vai na China, no Japão, na Coréia, na Holândia, na Ui...
Puta livro também.
É o livro dele. Mas agora o Wilton, humildemente...
Tem um puta do livro.
...no outro, é uma outra técnica diferente.
E olha, só fazer uma de um Brasil que se dá muito orgulho enquanto brasileiro,
mas enquanto professora também.
Olha, a gente tem uma meia dúzia de técnicas descritas em literatura aí.
É o Peter Tomas, eu...
Peter Tomas, monstro, e aí o Tino São Rex.
É, exato. E a Mamoto, Catauca, então a Andrea Piacentini,
ou Dieter Schu, e tantos outros escolas.
E Paulo Cano. E agora, humildemente, eu estou aqui.
E os mil tonnes que ali.
Ou seja, nessa meia dúzia de técnicas diferentes, de valor, de valor mesmo,
porque são coisas diferentes, são uns uns diferentes,
tem dois brasileiros, o Paulo Cano, que foi o meu precursor, o meu mentor também, né,
e o precursor para nós, brasileiros.
E humildemente, o Wilton também.
Então é uma coisa de muita honra para todos os brasileiros.
Ah, amastro. É isso.
E é claro, esse livro é sucesso aqui no Brasil,
e ele foi editar também o ano passado, foi lançado no ano passado, 2019.
Lá no IDS, em Colônia, também no Mídio Winter em Chicago, foi lançamento.
Mas assim, quando a gente...
E de lá para cá, eu soube agora em fevereiro desse ano,
que o meu livro esteve entre os 10 mais vendidos da Quintessense nos Estados Unidos.
Aqui para mim, assim, é um lugar onde eu jamais imaginei um dia chegar,
de estar entre os mais vendidos da Quintessense, autores da Quintessense norte-americana.
Isso para mim é um motivo, assim, de muito orgulho mesmo.
Mas deixa eu chegar lá.
Então nós temos um livro em português e em inglês,
e também desenvolvendo a negociação para ser publicada em russo, espanhol, italiano, e chinês também.
Aí sim.
Aí sim. Mas olha só, no curso, eu dou para os alunos um resumo, um resumo do que tem no livro.
Aqui, na verdade, é uma postila.
Uma postila onde eu faço um desenho esquemático,
o que é que é, afinal de contas, o que é que a gente procura no dente?
Desenho esquemático.
E a ideia aqui, na verdade, é o seguinte, é desenhar, localizar e escrever.
Tanto posterior quanto anterior, depois.
Modelagem, plastilina.
Que é muito didático isso daí, meu.
Cara, é muito legal.
É muito legal, é muito didático fazer isso.
Aqui eu aprendi com o professor Janus Bacó, aquele húngaro com quem fiz o curso em 2018,
e absorvia a técnica dele.
E achei tão importante que fiz uma adaptação, e usam, mas sempre rendendo créditos aí.
Olha, é muito legal porque aqui, Rafa, é aqui que a gente extrava a criatividade.
Tanto em dente posterior quanto em dente anterior.
Olha lá, legal.
E detalhe, tudo isso ensinando aquilo que me interessa.
Meso ou cruzado, ponto de contato centro, protrusiva, retrusiva, lateridade, balanceio, trabalho,
látrio e protrusão, látrio e retrusão, pontos, ABC, stop equalizer.
Tudo isso compõe o rol de assuntos tratados no curso.
Depois disso, na modelagem.
Depois da modelagem, aí vem o quê?
Desenho mais refinado.
Isso aqui é uma coisa que todo mundo gosta, todo mundo adora.
Desenho mais refinado.
Eu peguei dele também do Janus Bacó, mas também da Deis Prado, que é uma grande amiga,
e é uma verdadeira artilha.
Desenho aqui no Brasil como método para, como ferramenta para auxiliar formação de memória.
Posterior, anterior, e é claro, pega também pesado em inclusão.
Aqui uma figura que eu tirei também da possível do professor Janus Bacó.
Agora já tem uma adaptação, né?
Rafa, tudo isso para chegar ao quê?
Aqui, ó, ou seja, morfologia em cima.
É a rua que o bicho pega.
É aqui que a gente vai mexer em articulador e tratar tudo aquilo que a gente vê.
Protrusão, retrusão, lateralidade, trabalho, balanceio, látrio e protrusão, látrio e retrusão.
Guia anterior, guia canina, zooplozombilateral posterior.
Aí interferência daquilo dos fatores, interferentes, fixos e variáveis.
Ou seja, os que mais nos interessam, distância intercondilares, inclinação da parede superior, parede medial na candidatão condilares.
O que que isso tudo tem a ver com o dente?
Isso que é legal, cara.
Porém, no curso, o mais interessante que eu acho é o grand finale, é o grand finale do negócio.
Ou seja, aplicação de serano, que vocês não conseguem ver, porque não...
Ainda não cheguei nessa parte já para post, hein?
É, não, essa aqui é destino ao de semana.
É!
E olha só, serano, que é tanto posterior inferior, posterior superior...
Olha, que legal isso aí.
E rapa!
As zanobias, muito pincel, esse ensinamento, hein?
Aí, olha, muito pincel, muito pozinho de serano, que é para lá e para cá, vai ser, né?
Vai ser sujeira para todo lado, mas vai ser muito legal.
E aqui é legal, sabe por que é rapa?
Porque é aqui que a gente aprende a perder o medo,
quer dizer, que o dentista e o técnico aprendem a perder o medo da serano,
a desgastar, a fazer escultura na broca,
a memorizar o que tem que fazer no laboratório,
e no consultório, quando de ajuste oclusão,
quando de reanatomização,
quando de eliminação de contato prematuro
em oclusão cêntrica e excursionamento mandibular,
ou seja, interferência oclusão,
como ajustar guia anterior, como ajustar guia caminho,
como retirar essas interferências.
Isso é o mais importante para mim.
E detalhe, rapa!
Você sabe, a estratificação em resina,
ela é filho da estratificação em serânica.
É, é, é, é, é, sem dor.
Na verdade, a estratificação em resina que nós fazemos na boca,
que o especialista do dentístico, o clínico geral, faz na boca,
é uma consequência da estratificação de serânica, é um filho.
Quando a gente faz isso na serânica, no pior ambiente possível,
você sabe muito bem que a serânica é um material de um tiro só.
É difícil a gente fazer correnção.
Daí, quando a gente treina um material muito difícil,
a gente, na verdade, está pegando o feeling do material,
não só em relação à cor,
mas também o feeling do posicionamento
daquela estrutura interna do dente.
Aí você, cara, depois que você capta isso,
você não tem como errar.
E vale para a serânica e vale para a resina foto,
o que é muito importante nas reconstruções
diretas e indiretas em resina foto na boca.
O que é muito legal.
Você vê, cara, que é um curso assim que,
ele ameaga,
ele abarca diversas áreas
acerca daquilo que orbita o nosso saber,
aquilo que nós precisamos entender enquanto reblitadores,
seja na dentística direta,
seja na dontologia restauradora, na prótise de uma forma geral.
Então, ele faz um apanhado naquilo que a gente precisa.
Agora, Rafa, mais ainda,
eu creio que essa é a grande razão
de você levar o Pietro Sante lá.
Mas, cara, é uma ferramenta fora de série
para aquela nova profissão, o cadista,
o projetista Cade.
Com certeza.
Você vai ver a diferença do Rafael
aí nos seus desenhos, cara.
Olha, não estou vendendo fantasia, não,
nem ilusão.
Não, mas eu também tenho certeza que sim.
Aliás, estamos aí para isso.
Você vai ver a diferença que vai fazer
depois que o Rafael passar por esse curso,
quanto ele vai ser mais assertivo, mais afirmativo,
mais seguro nas suas inserções,
nos projetos Cade, que eu sei que ele...
Eu considero o Rafael um dos melhores do país
em termos desenho, cara, de desenho.
Mas eu acho que ele vai ser mais cirúrgico
nas soluções.
Eu acho que isso não tem preço.
É muito legal, cara.
Por quê?
Você vai ganhar tempo, Rafa.
Hoje, cara, hoje não, sempre foi, né, cara?
Mas, assim, na sua proposta de trabalho,
da sua clínica e de muitos outros colegas, cara,
a gente tem que ter rotatividade,
a gente tem que ter produtividade.
E o ambiente digital, ele vem para nos dar
essa rapidez, essa...
Esse fluxo que é muito importante para a gente,
não só para a gente, mas também em especial
para o paciente, né, cara?
Nessa odontologia, o tempo faz muita diferença,
muita diferença mesmo, né, cara?
Faz demais, faz demais.
O tempo, ele...
Na verdade, o tempo de experiência, ele é o Rafa.
A gente fala muito do Rafa, o Rafa tem...
São 16 anos de só trabalhando com o Exocade, né?
Então, assim, é de uma maturidade muito grande.
Então, a minha comunicação com ele fica muito, muito fácil.
E nessa dinâmica, né, a gente brinca até,
que é uma dupla, né, tipo, o batimão erróbio lá no meu GP,
agora tem um terceiro, é que também já está entrando aí,
nós vamos virar um trio aí, pesado, um quarteto, em breve.
Então, assim, a gente está alinhando muito o nosso trabalho
e está tendo cada vez mais...
Força, eu acho que força de vontade da equipe
de trabalhar com...
Na melhor forma possível, com excelência,
mas eu acho que cada um está atingindo um nível de maturidade
na sua determinada situação, né?
Eu vejo como o pessoal, o Rafa no Cade,
o pessoal da cerâmica também está...
Tem desenvolvido um trabalho assim, de excelência.
Então, a gente está ficando muito satisfeito com isso.
Na verdade, a gente nunca vai parar de...
de investir em ferramentas de auxílio e de aprendizado, né?
Porque eu acho que...
É... nunca vai ser suficiente, como eu falei já em outros momentos.
Nunca vai ser de mérito para ninguém,
ou muito pelo contrário, para nós, isso é a base de tudo.
É sempre que está encontrando pessoas melhores que nós,
mais capazes que nós, com mais conhecimento,
agregado, saindo aqui em Mosquinha,
para que a gente consiga ali aprender ferramentas novas.
Por exemplo, tudo que a gente já...
Tem coisas que nós aprendemos aí, nesses, acho que,
foram quatro ou três modos que a gente já ficou juntos, né, Tom?
Três.
Três, que foram assim,
que são já essenciais, que a gente fala,
cara, como é que a gente fazia sem essas...
esses ferramentas antes?
Então, são coisas que são muito importantes.
Por isso eu questionei para você do dentista.
Mas, voltando a falar de dentista laboratório,
quando, por exemplo, você na posição laboratória,
agora puxando um pouco para o nosso lado,
né, para o nosso... para o lado de dentista,
e sentindo um pouco a relação dentista técnico, né?
Quando você recebe essa solicitação do enseramento diagnóstico,
você recebe...
Que informações?
Será que o dentista hoje,
não sei no seu nível de seramista e como laboratória?
Às vezes você pode receber isso com maiores informações,
mas eu, quando terceirizava a minhas peças no meu laboratório,
hoje eu já não... nem faço mais isso,
porque eu vi que isso começou a mais me atrapalhar
do que me ajudar.
Você falou... lembra que você falou do dinheiro,
que tem muito dinheiro, não é necessário?
Eu peguei e falei, cara, para mim,
que laboratório eu não quero isso, sabe?
Porque eu não preciso de todo esse dinheiro,
porque estava dando tanta dor de cabeça
que eu tinha que administrar,
eu tinha que tocar, eu tinha que falar com os clientes,
virou assim, virou uma dor de cabeça tão grande,
o lado público e terceirizado,
só que nesse momento, eu decidi que falei,
bom, vou encerrar isso, né?
Porque isso não está sendo saudável para mim,
está me fazendo mal, porque eu, tudo que eu faço,
eu tento dedicar muito,
eu dou muito sangue, sabe?
Então eu percebi que eu estava deixando de clicar
para estar no laboratório.
E uma vez que eu comecei a ficar ali,
no telefone com o dentista,
teve momentos que eu até cheguei a ligar para dentistas
para falar sobre contas a pagar,
que a minha equipe já estava...
que a minha equipe já estava no momento
de ter ligado cinco, dez, vinte vezes para aquele cirurgião,
e aí teve um momento, falou, doutor,
você não pode ligar, porque a gente já falou tanto,
aí eu quero, aí eu entro em um ponto contigo.
Como você sente que o dentista hoje
ele baliza um processo de pedido de encerramento
de diagnóstico ou de planejamento?
O dentista, você sente que ele está totalmente apto, preparado
para o envio de informações para o laboratório trabalhar,
ou seja, ele está te enviando,
todos te enviam uma bateria completa de fotografia,
protocolo bem completo,
eles todos te enviam um cor de preparo,
ou com a escalinha de preparos,
eles te enviam, eles te enviam a moldar,
a moldeira já desinfectada,
com, de repente, um pouco de sodio, ou não,
que cuidados que você percebe que faltam para o dentista hoje
trabalhar com o técnico,
criar uma boa relação para o laboratório,
para ter ali uma devolução,
uma resposta do técnico, por técnico Falapucha,
realmente tem cuidado aqui,
nós vamos fazer um trabalho bem planejado,
porque eu cheguei a receber,
então, caso de moldeira com sangue,
moldagem com sangue,
com sangue ressecado.
O Rafa,
você é um normal no cotidiano do laboratório,
cara, é que você não estava acostumado com isso.
Você é normal, é o dia a dia do laboratório,
não tem como falar que não é diferente,
eu poderia ser melhor,
não, quero normal, é tranquilo.
E para te falar a verdade, Rafa,
não é nem isso que incomoda.
Vou fazer um planejado geral sobre esse assunto que você,
que você agora botou na mesa,
colocou na mesa.
Rafa, é o seguinte,
eu sou um rehabilitador das antigas,
mas eu sou um técnico em próteses também das antigas.
Quando eu entrei, botei o pé nesse mundo,
foi lá, junto com o professor Milton Edson Miranda,
junto com o Len Campino,
junto com o Marcelo Terceira,
Wagner Ortega, nosso colega.
Bom, o orientador de mestrado, Váquina.
Então, pois é.
Depois com o professor Botino, Guilherme e tantos outros colegas
lá da Unesp,
mesmo aqui, o professor Sergio Fiori,
atuando com quem fez especialização,
com quem fez mestrado lá em Bauru.
Cara,
antes,
os clientes do laboratório simplesmente
me entregavam em dois modelos,
superior e inferior,
superior e inferior,
o Atoma, um registro mordida,
o Atoma registro mordida está aqui,
monta no articulador e me faz um encerramento diagnóstico.
Desse jeito.
Aí depois, muito contato
e tendo eu também acesso a conhecimento,
eu achava que aquilo era normal.
Então, tá bom, eu fazia o meu melhor.
E olha,
surpreendentemente,
apesar de todas as dificuldades,
o nível de sucesso, o índice de sucesso
era altíssimo.
Depois com o passar do tempo, conhecimento, muito treinamento,
conhecimento, treinamento, conhecimento, treinamento,
eu percebi uma coisa, cara,
que na verdade eu estava,
já há muito tempo,
filtrando o laboratório,
e pneirando o clientela do laboratório.
Então, hoje,
e decorridos aí 15, 20 anos,
eu não tenho que reclamar a respeito disso, porque boa parte
da clientela, de fato,
já está entendendo
no melhor sentido da palavra.
Já está enquadrada, sabe?
Já está mais ou menos
é doutrinada ao esquema que o laboratório,
não é nem que o laboratório
exija ou precisa
o esquema, ou a necessidade
que o caso exige
para que ele, para que ela demanda, entendeu?
Mas,
então, eu só me considero sortudo
também e feliz em relação a isso.
Eu acho que hoje boa parte da clientela
que solicita
os meus précimos, já sabe mais ou menos
do que se trata e já me dá ferramentas.
Mas, Orrafa,
ainda assim,
é muito grande, são muitos dentistas
que ainda não tiveram acesso
a esse tipo de conhecimento, que manda
um modelo, olha, faz um encerramento diagnóstico.
Orrafa, para você ter, para você fazer
um encerramento diagnóstico legal, assim, para começar,
olha, no mínimo
duas fotos padrão
DSB, by Christian Coutman, ou seja,
aquela foto frontal,
assim, depois
abridoa, e...
duas ou três fotos, frontal, fôrso...
A foto, não necessariamente o DSB, pera aí,
não necessariamente o DSB,
Então, exatamente,
não necessariamente o protocolo
DSB, eu estou falando assim, mínimo do mínimo
duas fotos
protocolo DSB, by Christian Coutman.
O seguinte, olha, aquela foto em que eu posso
entrar assim, ou seja, no horizontal,
plano de camper, paralelo, plano de
Franco pro Paralelo, plano do plano horizontal
e sorrisinho leve.
Exato.
Depois, abri, com abridor de boca,
o orelha na mesma posição,
plano de camper na mesma posição.
Com aquilo, a gente já consegue colocar
lá no...
no modelador
DSB, com aquilo a gente já consegue
eh... a gente já consegue lá
estabelecer, linha mediana
através da distância interpupilar, né cara?
linha mediana, tamanho do dente,
tapar, linha úmida,
linha de sorriso
eh...
colocar os dentes naquela proporção 75, 80,
85%
se der para alcançar a proporção a hora e muito bem
e depois estabelecer
o paralelo de retas e paralelo de curvas
eh...
gradação de tamanho, gradação de luz
eh... de canino para trás
e aí vai estabelecer zente,
estabelecer altura,
ponta de papila no... no... no...
e área de contato, abertura de amigas, todos os dentes.
Ok, eu... eu...
olha... e olha o que eu falei com apenas duas fotografias
agora o ideal é modelos
montados no articulador de preferência
dois modelos, um par de modelos
articulador importantíssimo, hein?
é... não, claro
sem isso não dá, obtidos por meio de
moldagem com silicone pesado e leve
não... esse modelo de estudo
não precisa ser com silicone de adição, pode ser
com uma conda de silicone de condensação
ou seja, dois... dois paras
de modelos onde nós vamos montar
eh... de... preferencialmente
eh... montar os articuladores com o arco
facial, mas se não tiver o arco
facial, não tem problema, nós quebramos
o lugar montando o modelo no... no... no
plano de camper com... eh... com a
plaquinha de... de camper, montando...
montando o modelo do articulador por
meio da plaquinha de camper, ah... fotografias
do paciente pelo menos de rosto, frontal, lateral
para a gente ter uma ideia de formato
básico do rosto que vai interferir
no formato básico do dente. Então,
eh... são todas as ferramentas
necessárias e importantes
para que a gente no mínimo consiga começar
e depois já... Isso para começar, né?
Isso para começar, começar...
e depois já... e depois já para
a execução, acordo substrato
eh...
enfim, padrão oclusal
desejado, pontos de contato
céntrico, eh... uma
discussão a respeito disso, como é
o padrão oclusal... eh...
como deverá ser, se o paciente quer
se tem implante ou não, se quer
financiamento ou não em função do número
de implante, se é protocolo ou não, se quer
proteção muta ou não, se quer
eh... dentes montados lá no... no...
no... no plano de Frankfurt com
a descer dos dentes anteriores e levante
da... da... e acen... e acenção
das custos distais dos segundos
molares, eh... e assim vai. Mas isso já
entra assim no...
no... na sintonia fina
do... do... do tratamento.
Aí entra também o quê? Eh... provisório,
seria legal se o paciente, se o dentista pudesse
mandar, se ele, se por o caso, mandar
se já um modelo com provisórios na boca,
se não, se é para fazer enceramento
diagnóstico, legal, desde o começo, legal,
vamos lá, vamos fazer enceramento
diagnóstico, depois vamos mandar o mocap...
e mandar pro técnico,
eh... eh... iniciar da execução
um módico, um mocap na boca, pelo menos
fotografia, quer dizer, Rafa,
se a gente for para eu fazer assim, se a gente for
elencar, elencar,
numerar o que o...
o consultório, a clínica poderia
fazer para... para... para que o sucesso
eh... começasse a ser
construído, cara, a gente vai desfiar
um rosário aqui, é muita coisa,
e... e por que que isso eu considero
isso importante? Porque...
a relação dentista... Caramba, men!
Olha lá... O quê?
O humor de pessoas, aí tá ótimo, hein?
Ah, vou ligar, muito obrigado,
ó, a audiência, muito obrigado,
muito obrigado, men, Dino,
se a gente pudesse
elencar o rosário, a gente
ia dizer que isso é um rosário que tem a minha noite.
Mas, olha, eu diria
o seguinte, Rafa,
a relação
clínico-laboratório, clínica-laboratório
durante a... durante
a execução de um trabalho
de... de... de...
de envergadura, de boa envergadura,
ela começa a se tornar menos ríspida,
menos crítica, a partir
desses elementos que o dentista,
que o clínico, oferece
o relógio laboratório, ela começa a se tornar
um problema a partir do
momento em que o constório
não disponibiliza pro técnico
pro seu parceiro de laboratório
essas informações. Porque aí,
Rafa, você sabe, aí
o outro fator inter... o fator
laboratório, o fator técnico,
ele passa a ser... a influir
no sucesso. Mas, influir
mais do que eu, influir mais do que
eu que deveria, entendeu?
E aí, onde começam
a... eu diria o seguinte
as usgas, as usgas,
entendeu? Por que?
Cara, Rafa, você sabe, o...
a definição do belo, do
que é bonito, é...
é muito flutuante, o paciente
tem um, o dentista tem outro, o técnico tem outro.
Agora, como você...
como essa definição, como esse aspecto
um aspecto muito instável
e flutuante, nós deveríamos
antes de...
até mesmo antes do planejamento,
do planejamento, mas sobre...
sobre a maneira na execução, nós deveríamos
todos, a triad, paciente,
técnico e clínico,
deveríamos todos pisar
assim, em terrenos, em terreno
muito sólido, muito...
Muito forte, muito firme.
Através de o quê? De informações
eh, já todas trianguladas
entre essas três figuras.
É claro que o paciente é o nosso
objetivo final. Mas ele também é
elemento importante e dinâmico
nessa relação. Porque ele tem que falar
a sua... e deixar claro
a sua expectativa, a sua ansia, o seu
querer. E é claro, o dentista e o técnico
tem que trabalhar em conjunto para atender
essa expectativa. E muitas as vezes
orientar, orientar
e... tirar o paciente
daquela... daquela
fantasia que muitas as vezes ele
ele monta na sua, que é no seu imaginário
no seu senso comum
e... e... daí, muitas
as vezes os pacientes chegam na constaura
com o... com o resultado
muitas as vezes, é... irreal
é intangível, inalcançável
é...
por isso é que ele tem que ser um
elemento ativo, uma coluna dor,
uma coluna espinal no planejamento.
Porque é... aí sim, se ele deixar isso tudo
exposto bem claro e o técnico
e o dentista captarem qual é a ideia
aí sim a coisa começa a ficar um pouco mais
suave. Por quê? Porque passa a ser um problema
apenas dos executores, ou seja, o técnico e
o dentista. Eles é que tem que entender
vocês os orientais. O paciente é claro, desfazer
essa... essa...
essa... essa fantasia, esse
desejo notatinho e colocá-lo
e apresentá-lo à realidade
sua realidade é essa, mas a sua
verdade é essa. Exato.
É isso que nós podemos
fazer, tá ok? Pra isso
e pra que você tenha uma ideia, nós vamos te
permitir fazer um teste dry antes que
eu me ta broca na tua boca
e torne a situação uma situação irreversível
Você sabe isso? Isso
A importância do mock-up, do provisório, para que o placente possa fazer um test drive
e sim interferir para o andamento das coisas.
Por quê?
Porque quando depende do dentista e o dentista também não domina todos os elementos do laboratório.
O laboratório não domina os elementos do consultório e fica aquela briga e depois,
muitas vezes, o conjunto, a parceria não consegue chegar aos resultados demandados, não
só pelo paciente, mas também pelo dentista, também porque não dizer do laboratório.
Aí começam os problemas.
É por isso que eu falo, Rafael, e falo para todos os meus alunos, e você aprova disso.
Olha, cara, comunicação é muito importante, mas é tão importante quanto a expectativa
do paciente, porque nós, técnicos e dentistas, nós podemos tudo, tudo possível.
Agora o possível.
Tem que ser...
Tem que estar na mesa.
Tem que ser uma moeda clara de cima.
Tem que ser um livro claro e aberto para a gente entender isso, cara, e não uma fantasia
de uma parte ou de outra.
Muitas vezes o dentista vem de uma solução que não é alcançável, que não é atingível.
A gente não consegue isso por falta de conhecimento.
Daí tem que buscar parceria e conhecimento e muita conversa, muita comunicação com o
laboratório e vice-versa.
A platoa tem que estar ao par e ao nível dessa demanda, porque se não tiver, aí começa
o problema.
Por isso eu acho super importante, e até eu fiquei batendo essa tecla muito no fim de
semana na documentação do meu curso online, que é justamente batendo essa tecla da comunicação
com o laboratório.
Aonde é que o dentista vai entender a dinâmica do que é que ele tem que fazer para munir
o laboratório com as maiores informações para o laboratório executar o trabalho dele
da maior forma, da forma mais ideal possível, da forma com que aquilo funcione da melhor
maneira possível, seja com o modelo, seja com o articulador, porque a gente vê muito
e eu via também quando o meu laboratório era aberto para a terceirização.
Eu via que raramente essas coisas aconteciam e isso acaba sendo uma verdade.
Então é legal a gente visualizar e tentar mostrar e eu falo muito isso como até uma
diretriz da onde vai ser levada, porque eu vejo isso como a gente pode pegar como base
ser um planejamento reverso.
É isso que eu falo para os meus pacientes.
Quando a gente faz uma moldagem, quando a gente faz uma moldagem de pré-estudo, seja
de silicone de adição, ou seja, de silicone de condensação, mas seja necessário que
seja de silicone ou até um escaneamento para um estudo, é como se você tivesse que transferir
o paciente para o laboratório e já trabalhar no caso dele uma vez.
Então você vai trabalhar naquele paciente, só que em sera, em gesso.
Então você vai prever tudo o que vai acontecer, você vai prever tudo e vai se tornar altamente
previsível.
Ou seja, você já vai meio que ter um ensaio restaurador daquela situação, vai ficar
muito mais confortável você, dentista, saber o que vai estar acontecendo, saber quais
vão ser as dinâmicas, saber os movimentos, montagem de articulador é tão importante
por causa disso, para não chegar na hora você instalar as peças e daqui um mês o
paciente chegar com a lente na mão e falar, po, soltou, mas aí você vai ver a inclusão
vai estar toda desbalanceada.
E aí vai.
Então essa é a essência da gente entender a importância de ter o laboratório aliado
junto com a gente, ter o planejamento muito bem fundamentado, porque não adianta nada
você falar, ah, vou trabalhar com o Murilo Cagaro, mas não souber, ou com os melhores
ceramistas aí do planeta.
Na Vimorita, eu vou ter lá com o Milton, mais com o Massame, exato, que aliás o Massame
foi, eu comecei a trabalhar com o Max com o Massame e a Mada cara, aliás um abração
para ele aí, fiz meu primeiro Max com ele, foi um abração para ele aí.
Mas é isso, eu acho que eu ia entrar nesse questionamento, mas o enseramento diagnóstico
ele é extremamente necessário.
Por exemplo, um ajuste ocusal quando é feito, a gente já tem, o dentista ele já tem ali
um alho lá.
Fala aí, fala, fala.
Muito bom, muito bom.
Isso é o que a gente executa durante o curso, tourminha aqui olha.
É isso aí que a gente faz, exatamente.
Aí é legal, bacana, é isso aqui, é muito, é muito gostoso, Rafa, é muito bom.
É bom de mim.
O mais legal é isso que eu já fiz de todos, assim, que eu já passei, a didática é muito
boa, a tua, a tua didática, assim, é o cara que você puxa muito, porque é um assunto
que exausta, exausta a cabeça, é muita informação, mas se toca de uma forma, assim, engraçada,
leve, a turma lá sabe muito bem disso, todo mundo sabe.
Uma forma muito, assim, gostosa de estar ali, é bom, é como voltar no tempo e se sentir,
assim, realmente estar na parte de espectador, se sentir aluno de verdade e absorver as
coisas que o mestre fala e falar, puta, tem fundamento, né, é bem bacana, cara, eu
fico muito feliz de poder estar lá, de estar tendo essa oportunidade, porque realmente
não tenho tempo, até como eu falo do, que eu falo pro Wagner do mestrado.
Eu tô abrindo mão hoje de algumas coisas pra poder instalar, porque é muito importante
pra mim, eu vejo como é uma necessidade e que eu preciso, mas eu queria saber a sua
opinião do que você vê hoje em dia e como você enxerga aquilo que eu exatamente falei,
essa falta de carinho do dentista ou talvez a falta de conhecimento, às vezes, de mandar
uma modagem com um pouquinho de sangue, o que você acha que é, será que é uma
preparação que vem da faculdade, será que é um desleixo?
É espinhoso falar a respeito disso, você sabe bem.
É uma fogueirinha aí que eu vou te colocar, mas da onde você acha que é?
É uma fogueirinha.
Esse conceito de faz de qualquer jeito, moda de qualquer jeito e entrega pro laboratório,
dane se você é responsável e na hora do resultado você fica ruim, a culpa é do
protético se ficar bom, o mérito é do dentista, onde que tá essa relação que eu nunca entendi
muito bem que o dentista tem com o técnico, que se ficar legal, beleza, se ficar uma
merda, foi ele, entendeu?
Não, Paulo Rapaz.
É o conhecimento, cara, realmente é conhecimento de treinamento.
O saber liberta, o pessoalzinho lá do Recife, onde eu dou curso esse ano, lá do Maracona Estevão,
acendo a internet deles, é o seguinte, o saber liberta.
Eu adotei isso como um bordão pra mim, o saber liberta.
Olha, cara, então se, mas eu vou te falar, é espinhoso falar a respeito disso, é realmente uma fogueira,
mas eu falo com pertinência e falo a vontade, afinal de contas, além de dentista também que sou,
também sou professor, como você bem sabe, mas também sou empresário.
Eu tô no RAM desde 81, como laboratório próprio, desde 88, ou seja,
você tava nascendo, você era criança, eu já tava lá no laboratório.
Eu vou te falar uma coisa, cara, eu acho que um pouco, um pouco falta mesmo de conteúdo na faculdade em relação a isso,
mas é muito pouco, acho que esse interfere é pouco.
Tá lá no programa, tá lá no programa de prótese, tá lá no programa de dentística,
tá lá no programa de cirurgia, tá lá no programa de periodontia.
Agora, eu acho que é pouca atenção mesmo do clínico, sabe?
É o que eu acho também, eu como que eu acho que a faculdade prepara de uma forma saudável, de uma forma boa.
O sinal é 100% é o necessário.
É o necessário, eu vejo dessa forma, mas o que o ar acontece é uma ruptura depois da faculdade,
que não sei o que acontece nesse momento, se a falta de especialização...
Mas eu sei, é uma falta de uma especialização sim, mas essa tá na planta.
Ou talvez cursos para entender.
Então cursos de especialização sim.
Rafa, mas aí a gente tem que entrar naquele outro assunto que eu falei,
um dia a gente pode fazer uma outra live, qual falei a Dulce Manos atrás com o Ricardo Lenza?
É, porque o nosso tempo já... A gente tem 3 minutinhos só ainda.
Então, como falei com o Ricardo Lenza semana passada, a gente tem que falar do mercado, o Rafa,
o dentista hoje tá muito pressionado, cara, muito pressionado pelas leis de mercado, é muito dentista.
É dentista demais, um oceano de dentista.
Isso torna o ambiente de trabalho para o dentista muito hostil, muito selvagem.
Então todo mundo tem que sobreviver e ganhar dinheiro e se tornar viável financeiramente nesse universo,
nesse ambiente selvagem.
E quanto maior é a selvageria, entre aspas, quanto maior é o hostil, esse ambiente, quanto mais o hostil, esse ambiente,
mais o clínico, ele é tolido e ele é impedido a cortar etapas.
Porque a concorrência é o tempo, o tempo tem que se transformar em dinheiro, o planejamento,
o paciente que entrou dentro do consultório tem que se transformar no planejamento,
aquele planejamento em orçamento e vai que vai e tal e tal.
Ou seja, eu diria o seguinte, que a lei da sobrevivência que obriga,
o que leva essa condição de pular etapas e não fazer o que deveria ser feito,
que a gente aprende na faculdade, isso acaba acarretando esses problemas nessa relação laboratória com o histórico.
E o dentista, veja, eu vejo que o dentista, muito honestamente, cara, é ele, veja, também sou dentista,
e quero deixar isso bem claro.
Nós vendemos no consultório o milagre, mas nós não detemos, a gente não detém todos os elementos,
a varinha mágica, todas as varinhas mágicas para que o milagre acontecer.
O laboratório precisa, o laboratório é outro alquimista, o laboratório onde a alquimia vai se dar,
a mágica vai se completar.
Mas quando o dentista não faz a sua parte, o laboratório não consegue suplementar isso.
Porque também tem problemas, a gente já viu que falta um técnico de ceramistas bons,
falta um técnico, também tem os seus problemas naquele ambiente.
Então vira um ambiente difícil, espinhoso aqui no consultório e outro no laboratório.
E os dois se chocam quando esse sucesso não acontece.
Mas olha, vou falar uma coisa, o início da solução está aí no consultório, não está no laboratório.
Para o consultório?
Para o consultório.
Aí você está respondendo a última pergunta já, antes de eu fazer, se você pudesse dar um conselho
para toda essa galera que está assistindo, sobre a comunicação entre o dentista e o laboratório,
o que é que você acha que poderia nos trazer uma...
Hilton Richieri tips agora?
Uma dica que é importante para toda a tua bagagem, com toda a tua experiência,
esses diversos anos aí de...
Falando no primeiro dia, eu falei no primeiro dia do curso lá, Orrafa.
Olha no cenário, no cenário aí, brasileiro.
Vou falar do cenário mundial.
Quem são os grandes nomes? Quais são os grandes nomes que estão aí?
É Quina, Écano, vou me esquecer de todas.
É Quina, Écano, Éirata, Boratieri, é o França, é o Savedra, é o Calegari.
É o Calisto, é o Clavijo, é o...
Cara, olha o que todos eles têm em comum.
Uma coisa, Rafa, não vou falar de especialização, mestrado e doutorado, não se trata disso,
não se trata de titulação, se trata de um detalhe.
Todos eles têm profundos ou profundo conhecimento das etapas laboratoriais.
Então, se eu estivesse sendo bem específico,
ele respondeu objetivamente a sua pergunta.
Qual é o conselho que eu dou?
Cara, pessoas, colegas, audiência, corram atrás das informações do laboratório.
Tenham conhecimentos do laboratório, das etapas laboratoriais,
como uma especialização para você.
Você que precisa, que se dispõe a fazer reabilitação,
entenda as etapas laboratoriais.
E a etapa laboratória é como se fosse um curso de especialização.
Então, ok? Não formal, um curso de especialização não formal.
Que não da academia, né? Acho que eu já falei sobre isso.
Que não da academia. Mas, com certeza é.
Não, pode concluir. Não, não, vai lá.
Então, afinal de contas, olha para o horizonte.
O que que uni todos esses grandes nomes aqui, citei,
e me perdoe aqueles que eu não citei porque não me vem a memória agora?
É isso. Então, poxa, afinal de contas, o caminho está dado.
É esse o caminho. Vamos lá, então, vamos correr atrás deste caminho.
Etapas laboratoriais, fazes laboratoriais.
Também, é claro, carreira acadêmica, vamos fazer uma especialização
na medida possível, um mestrado no doutorado,
mas sobremaneiro em uma especialização que tem viés clínico, basicamente.
Nós vamos conhecer, gente, olha.
Morfologia, oclusão, anatomia.
Isso manda muito, gente. Isso é muito importante.
Tem que ter, né? Dá para ficar sem.
É impossível.
É claro, advogando em meu favor, né?
Da que eu gosto, desculpe, hein, tu?
Cara, sem sessão, acho que foi muito legal a nossa bate-papo, acho que está justo.
Eu descobri outro dia por um colega que,
dependendo do engajamento aqui da live, dependendo do número de pessoas que ela atinge,
a gente consegue estender mais do que uma hora,
a gente tem programado justamente as lives para ficar no período de uma hora.
Deixa eu ver aqui, são 8.500 pessoas, isso com a gente.
Então, pessoal, obrigado.
Muito feliz aí de vocês ficarem com a gente até o fim.
Escutando dois malucos aqui apaixonados por a Montanorgia.
Ele então nem se fala, porque ele é um cara 10, que eu respeito muito,
ele está me ensinando muito, estou aprendendo muito com ele.
Eu tenho certeza vou poder repassar um pouquinho desses conhecimentos em breve aí também,
de uma forma clínica autontológica, com bastante embasamento.
E convido vocês a conhecerem também o trabalho dele de perto.
Pessoal, vamos lá, todo mundo seguindo o Newton aqui no Instagram.
Beleza?
Rafa, obrigado mais uma vez pelo convite.
Audiência, muito obrigado a todos vocês,
se tiver paciência de estar aqui conosco até essa hora aqui.
Muito obrigado, estou a disposição aqui em Bragança, Pauliça,
pode me provocar para alguém que queira comentar mais alguma coisa,
mais algum assunto que nós esquecemos aqui.
Mais uma vez, Rafa, cara, parceiracho, muito obrigado mesmo, estou muito feliz, muito contente.
Audiência.
E é isso.
Quinta-feira, estamos junto de novo, hein, levar os pincelzinhos,
estar com ele em pau na cerâmica, e é isso, aproveita aí.
Valeu, um abraço.
Valeu, obrigado, então abraço.
Tchau, tchau, boa noite.
Tchau, pessoal, boa noite aí.
Até mais.
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