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Antes de remodelar, é preciso cuidar.

Saúde periodontal, higiene, anatomia e cicatrização fazem parte do plano. A forma vem depois, com indicação individual e acompanhamento.

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A base sustenta o resultado.Nem toda queixa estética pede cirurgia.

Escultura conceitual em camadas representando saúde, tecido e forma visível
Arte conceitual. Não representa anatomia, procedimento ou caso clínico.

Plástica gengival não é um procedimento único.

O nome reúne intervenções diferentes nos tecidos ao redor dos dentes e implantes. Elas podem remover excesso, cobrir uma raiz exposta, aumentar a espessura do tecido ou criar acesso para uma restauração. A indicação depende do diagnóstico, não apenas da aparência. [1][2]

Excesso ou contorno
A gengiva parece cobrir parte do dente ou apresenta níveis irregulares.
Retração
A margem gengival recua e pode deixar parte da raiz exposta.
Espessura e volume
O tecido pode precisar de reforço em situações selecionadas.
Arte conceitual de uma forma translúcida com contorno gengival mineral
Arte conceitual. A forma real é avaliada em relação aos dentes, aos lábios e ao periodonto.

O contorno muda a leitura do sorriso.

Quando há excesso de tecido ou necessidade de expor mais estrutura dental, o planejamento define se basta remodelar a gengiva ou se a relação com o osso também precisa ser considerada. Essa diferença muda técnica, recuperação e estabilidade. [3]

O objetivo não é produzir uma medida padrão. É buscar uma relação coerente entre saúde, anatomia, dentes, gengiva e movimento do lábio.

A queixa pode parecer parecida. O cuidado não é.

Remodelar ou expor

Em alguns casos, a margem gengival é reposicionada para melhorar o contorno ou expor estrutura dental. A avaliação mostra se o procedimento envolve somente tecido gengival ou também o suporte ósseo.

Recobrir uma raiz

Em situações indicadas, técnicas de recobrimento e enxerto podem melhorar retrações. A possibilidade de cobertura total varia conforme o defeito, a posição do dente e os tecidos disponíveis. [2]

Ganhar tecido

O aumento de espessura ou volume pode ser planejado para proteger uma área, favorecer higiene, apoiar uma reabilitação ou melhorar a estabilidade ao redor de dentes e implantes.

Cada milímetro depende do diagnóstico.

A percepção de quem procura o tratamento faz parte da decisão. Ela é combinada com exame periodontal, posição dos dentes, proporções visíveis, espessura dos tecidos, linha do sorriso e condição de saúde. [1]

O que você percebe
Excesso, retração, assimetria, sensibilidade ou dificuldade para higienizar.
O que o exame encontra
Inflamação, espessura, inserção, suporte ósseo, posição dental e fatores locais.
O que o plano precisa respeitar
Saúde, função, cicatrização, estabilidade e expectativa possível.
Arte conceitual de uma composição translúcida marcada por eixos de medida
Arte conceitual. Não representa medição clínica nem previsão de resultado.

O plano começa antes da cirurgia.

Controlar inflamação e biofilme, compreender hábitos e alinhar expectativas pode mudar a indicação. Tabagismo e condições sistêmicas também entram na conversa porque influenciam a cicatrização. [2]

  1. Ouvir

    Entender o que incomoda, quando começou e o que a pessoa espera mudar.

  2. Examinar

    Avaliar gengiva, dentes, suporte, higiene, sorriso e fatores de cicatrização.

  3. Preparar

    Tratar inflamação, orientar higiene e organizar condições necessárias antes da intervenção.

  4. Planejar

    Escolher técnica, extensão, sequência e limites compatíveis com o diagnóstico.

  5. Acompanhar

    Proteger a cicatrização, revisar higiene e observar a estabilidade ao longo do tempo.

Uma cirurgia pequena no nome pode exigir cuidados precisos.

Desconforto, edema, sangramento discreto e sensibilidade podem ocorrer. Pontos, curativo e enxerto dependem da técnica. A alimentação, a higiene da região e o retorno às atividades são orientados caso a caso.

Nem toda raiz pode ser totalmente recoberta. Nem todo contorno deve ser igualado.

Previsibilidade depende do tipo e da extensão do defeito, do suporte periodontal, da posição dental, da espessura do tecido, da higiene e da cicatrização individual. Técnicas periodontais podem melhorar condições selecionadas, mas não permitem prometer simetria perfeita ou um resultado idêntico para todas as pessoas. [1][2]

O melhor plano é aquele que explica o que pode mudar, o que precisa ser preservado e por quê.

Perguntas frequentes

O que é plástica gengival?

É um nome amplo para procedimentos periodontais que remodelam, reposicionam ou aumentam os tecidos ao redor dos dentes e implantes. A técnica depende do que precisa ser tratado.

Plástica gengival é sempre estética?

Não. Ela também pode proteger uma raiz, favorecer higiene, tratar um defeito de tecido ou criar acesso e espaço para uma restauração.

Todo sorriso com muita gengiva precisa de cirurgia?

Não. A exposição gengival pode envolver lábio, dentes, gengiva, osso e posição dentária. A avaliação identifica a origem antes de indicar qualquer intervenção.

É possível cobrir uma raiz exposta?

Em situações selecionadas, técnicas de recobrimento e enxerto podem melhorar a cobertura e a espessura do tecido. A possibilidade de recobrimento total varia conforme o defeito e a anatomia.

O procedimento dói?

É realizado com anestesia local. Desconforto, inchaço e sensibilidade podem ocorrer depois, em intensidade que depende da extensão e da técnica. O controle é orientado individualmente.

Quanto tempo leva para cicatrizar?

Não existe um prazo único. A fase inicial ocorre nos primeiros dias e semanas, mas o tecido continua amadurecendo. Enxertos e procedimentos mais extensos exigem acompanhamento próprio.

O resultado é definitivo?

A estabilidade depende da indicação, técnica, saúde periodontal, higiene, hábitos, restaurações e acompanhamento. Mudanças biológicas e dentárias ao longo do tempo também podem alterar o contorno.

Por que tratar a gengiva antes de lentes ou restaurações?

Porque inflamação, contorno e posição da margem gengival influenciam planejamento, moldagem ou escaneamento, adaptação, higiene e aparência final. A sequência precisa ser definida em conjunto.

A conversa começa pelo que você vê. O plano começa pelo que sustenta.

A avaliação periodontal organiza saúde, anatomia, expectativa e cicatrização antes de escolher qualquer técnica.

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Referências bibliográficas

Fontes que sustentam as afirmações clínicas desta proposta. Elas não substituem avaliação individual nem a revisão clínica identificada.

Revisão clínica: Dra. Silvana Puglisi, CRO 33.773. Conteúdo revisado em 28/08/2026.

  1. Tonetti M, Jepsen S, Derks J, et al. Aesthetics and Patient-Reported Outcomes in Periodontology and Implant Dentistry: Consensus Report. J Clin Periodontol. 2025. 52(9):1222-1244. PMID 40495112. DOI 10.1111/jcpe.14182.
  2. Sanz M, Simion M. Surgical techniques on periodontal plastic surgery and soft tissue regeneration. J Clin Periodontol. 2014. 41 Suppl 15:S92-S97. DOI 10.1111/jcpe.12215.
  3. Smith SC, Amir Rad FA, Khosravi M, et al. Periodontal tissue changes after crown lengthening surgery: A systematic review and meta-analysis. Saudi Dent J. 2023. 35(4):294-304. PMID 37251724. DOI 10.1016/j.sdentj.2023.03.004.
  4. American Academy of Periodontology. Surgical Procedures: Gum Graft Surgery and Dental Crown Lengthening. Recurso institucional para pacientes.